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Diário de Dana em Tokyo: Club Atom
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January 31st, 2010Assuntos Diversos, Gyaru Kei, Gyaruo keiClub Atom: Meu dia de Gyaru XD
Na minha estadia em Tokyo, fiz de tudo um pouco, mas com certeza uma das noites mais memoráveis foi a que eu fui numa balada em Shibuya chamada Club Atom. Desde que eu cheguei em Tokyo, tive vontade de conhecer essa vida noturna, que até então eu não sabia como era, mas não havia tido a oportunidade, especialmente por não conhecer nenhuma balada, nem pessoas que já tinham ido em alguma pra me recomendar. Foi quando a Nahee, uma amiga minha coreana, que eu conheci na escola, me chamou para ir na Atom com ela, em uma sexta-feira. Apesar do convite ter sido feito super em cima da hora, eu aceitei sem saber muito bem o que esperar, hahahahaha.
A casa abre mesmo às 22h, mas assim como em São Paulo, ninguém chega tão cedo. No entanto, como eu a Nahee estávamos sozinhas em Shibuya e estava um frio desgraçado, acabamos entrando umas 23h. O lugar, do lado de fora, parecia só uma portinha vermelha (e era bem do lado do Shibuya O-West, casa de show onde várias bandas de Jrock já tocaram, não que isso tenha a ver com a matéria de agora, hahahahaha), mas já havia vários seguranças na entrada, pedindo o RG ou o passaporte, para se certificaram que todos tinham mais de 20 anos, que é a maioridade do Japão. Logo ao lado, os preços também já eram bem visíveis: ¥1.000 (equivalente a uns R$20) tanto para homem, quanto para mulher, no entanto, mulheres ganhavam duas bebidas de ¥500 grátis, o que já me deixou feliz, porque eu adoro ganhar consumação,
hahahahahaha. E achei bem barato também, considerando que a Atom é no coração de Shibuya e muito, mas muito frequentada. Pagamos em um balcão e entramos em um estreito corredor. A partir daí a gente não podia mais tirar foto, então eu nem entrei com a câmera. Por ¥300, guardamos nossos casacos e nossas bolsas nos armários que lotavam os corredores, o que era bem prático, especialmente porque a chave ficava presa em uma pulseira, nos nossos pulsos. Tudo ali já era bem escuro, só com algumas luzes vermelhas pra iluminar o caminho e o que a gente tava fazendo, hahahaha.O Club Atom funciona em 3 andares dentro do prédio, então para chegarmos lá, pegamos um elevador logo ao final do corredor dos lockers. A divisão dos andares é: O 4º andar é o Psychedelic Floor. Durante a noite toda só tocam as batidas bem pesadas, com as luzes estroboscópicas rolando soltas o tempo todo. O 5º andar é o Main Floor, ou o andar principal. É o que tem a pista maior e um palco, já que as maiores atrações acontecem ali. As músicas são mais populares, remixadas e é onde a galera fica mais mesmo. O 6º andar é o andar do Hip Hop. Com os telões e uma pista menor, mas também cheio, já que o pessoal de Shibuya realmente pira nas batidas de negão, hahahahahaha.
Quando eu e a Nahee chegamos, estava tudo bem vazio ainda, com algumas pessoas só começando a beber, sentadas nas mesinhas ou nos sofás que ficam nos cantos das paredes. Fomos conhecendo os andares, mas paramos mesmo no 5º, porque uma coisa chamou nossa atenção: Havia um mini-salão de cabeleireiro lá. Ao perguntarmos para um dos barmen o que era aquilo, ele disse que era uma cortesia da Club Atom para quem chegasse até 1h da manhã, e que nós podíamos ir lá fazer nosso cabelo também, de graça! Nossa, mas eu adoro! Hahahahaha ficamos então esperando até que os dois cabeleireiros pudessem fazer nossos penteados. O rapaz que me atendeu era um “gyaruo” MUITO bonito, mas o que mais me espantou mesmo foi saber que ele gostava de Heavy Metal. Por algum motivo e um pouco de ignorância da minha parte, eu acho, sempre pensei que os “gyaruo“s todos fossem fãs de música Black e de techno, por causa das baladas, mas o “meu” cabeleireiro não gostava de nada daquilo, apesar do cabelo castanho claro e da pele bronzeada. Ele era mesmo fã de Metal, até ficou todo
empolgado quando soube que eu erabrasileira, porque ele era muito fã de Angra e Stratovarius! E também gostava de Gazette e tinha ido até no show de Agosto, hahahahaha! Enfim, a conversa veio e foi, e meu cabelo ficou muito bonito. Como eu estava de chapéu, pedi só para ele fazer uns cachos e dar volume da parte debaixo do meu cabelo, coisa que ele fez com muito cuidado, apesar do escuro e da música rolando na pista. A Nahee fez um rabo de cavalo bem alto com uns cachos que ficou lindo também! E, depois de prontas, voltamos para as mesinhas. E enquanto não enchia, fui ver o que tinha no bar que eu podia pegar com a minha consumação e fiquei boba de ver! Quase tudo era ¥500. Desde Tequila, passando por Vodka, batidas e…água, hahaha. A água também era ¥500. Comparando com o Brasil, se considerarmos que esse preço está na faixa dos R$10, as bebidas mais comuns são mais caras no Japão, no entanto, bebidas mais fortes são mais baratas no Japão. Isso porque, na verdade, no Japão o pessoal pira a cuca mesmo pra poder se soltar e dançar, hahahaha. Então, apesar de eu não ter visto ninguém dando PT, nem na pista, nem no banheiro, é bem normal a galera estar bem alta e bem bêbado dançando e curtindo.
Depois da meia-noite as coisas realmente começaram a bombar. Muita gente chegando, e apesar dos japoneses ainda serem em maior número, havia muitos ocidentais mesmo por lá! Havia também muitas gyarus montadíssimas, com vestidos ultra curtos de lantejoula, os cabelos bem cacheados e longuíssimos até as coxas. Outras com decotes ousados, mas a maioria gostava mesmo é de mostrar os ombros, com blusas larguinhas, mini-saias e botas. Os rapazes também estavam muito bem vestidos, com jaquetas de inverno, calça jeans apertadas de um jeito estiloso e os cabelos repicados, castanho-claro ou médio. Havia também, claro, pessoas de estilo comum e até nerdinhos de óculos! Hahahahaha o que chamou minha atenção mesmo é que, ao contrário dos japoneses recatados que estamos acostumados a ver na rua, dentro do club eles dançam muito, curtem todas as músicas e, no intervalo das atrações, as garotas até sobem nos palanques para dançar, agitando com a galera lá embaixo. Na Atom, de sexta-feira, a temática chama Tokyo Shake e, nesse dia que eu fui, durante alguns períodos no Main Floor, duas japonesas de kimono (porém a saia do kimono era bem curtinha) ficavam dançando nos palanques, chamando atenção de todos os caras que estavam por lá, hahahahaha. Mas diferente do Brasil, nas baladas japonesas não tem as pegações. Quer dizer,
vamos especificar, hahahaha. Quando os ocidentais e os japoneses se misturavam, AÍ SIM, rolavam as pegações e os beijos no sofá, na parede… mas entre os japoneses, apesar do flerte ser comum e constante, é bem diferente daqui. Quando o rapaz e a garota se conhecem, apesar deles ficarem dançando juntos, abraçadinhos e todo aquele CLIMÃO, o normal é trocar telefone e marcar os encontros para depois da balada, onde eles podem se conhecer melhor e começar a namorar ^^ É um pouco à moda antiga, hahahahaha, o que eu particularmente acho bem fofo, com essa coisa toda de chamar pra dançar e tudo o mais, mas ainda com o clima moderno de balada, nada mongol! Hahahahaha, apesar de, claro, ter os nerdinhos… enfim! A coisa mesmo é que os caras realmente saem para “caçar” as meninas, mesmo que não vá rolar a engolição na pista nem nada assim e, no final da balada, tem milhares de casaizinhos já! Hahahahahahaha.Como eu disse antes, os japoneses são regados à bebida e realmente se tornam super sociais e animados, foi tudo muito divertido! Um monte de gente vai conversar, dançar, até os que dançam de um jeito engraçado, hahahaha. Eu vi umas brigas acontecendo por causa de bebida também, mas os seguranças são realmente ágeis e já colocam todo mundo pra fora, para não estragar a diversão de ninguém e eu não vi nenhum desses voltarem, então eu acho que eles foram expulsos mesmo. De resto, todo mundo é realmente de boa, respeitando o espaço um do outro mesmo que todo mundo se divirta igual e até eu, que não sou A Garota Balada aqui em São Paulo adorei MUITO ter ido pra Atom e eu digo que se as baladas daqui fossem um pouco como aquela, eu iria mais periodicamente ^^ Foi uma experiência muito legal mesmo e procurem fotos, no site oficial, para terem uma idéia melhor de todo esse clima que eu descrevi. O You Tube tem alguns vídeos também. Não recomendo nenhum em especial, porque a maioria é escuro demais, já que não podia filmar nem tirar foto, mas vale a pena para quem ficar curioso. E a música de abertura do site tocou umas VINTE vezes durante a noite toda, porque os japas adoravam ela! Quando tocava, a galera ficava louca! Hahahahahaha.
E é isso, minha primeira “night” em Shibuya! Para quem tiver curiosidade em ir também:
Shibuya, Maruyama-chome2-4
TEL:03-5428-5195É de fácil acesso pela saída Hachiko, da estação de Shibuya <3
Tags: Balada, club atom, gyaru, shibuya, tokyo
2 responses to “Diário de Dana em Tokyo: Club Atom” 
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OMG!!!
cabeleireiro free, locker individual sem depender de ninguém pra fazer as retiradas, variedade de estilos e gente bonita???
é um sonho??? *_*
eu ja era doida pra conhecer o Japão… agora… pff!!!Continue contandooo!!!

adorei! -
Que linda!
A noite de Shibuya de ve ser perfeita mesmo^^
gyaru forever ♥







Suzan February 1st, 2010 at 17:26