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    December 14th, 2009 Yo Brand Artist

    Não são muitos aqui no Brasil que já ouviram o nome de Takashi Murakami, mas a sua estética é bastante reconhecida. Este japonês de 46 anos é um dos artistas da Pop Art contemporânea japonesa de mais renome em todo o mundo.Uma das obras do artista, fundador do movimento "Superflat"

    Murakami, quando jovem, estudou Artes e técnicas tradicionais de pintura ocidental e japonesa, mas só foi reconhecido pelo público quando passou a se inspirar no estilo de vida moderno do Japão e nos códigos e na personalidade gráfica dos desenhos japoneses. Assim nasceu o estilo conhecido como ‘Superflat’, um sub-gênero da Arte Pop do qual Murakami é fundador.
    Murakami foi o primeiro artista a elaborar ilustrar um QRCode

    Murakami pode, em alguns níveis, ser comparado com Andy Warhol. A comparação mais importante está no fato de ambos se apegarem a valores culturais como o consumismo. Murakami, porém, produz e vende sua arte em mídias diferenciadas, e isso o tornou bastante polêmico. Há muitos anos, no Japão, além de suas renomadas exposições de quadros e esculturas, ele lança coleções inteiras de camisetas, chaveiros, gashapons, mousepads, plushies, carcaças de celular e bolsas. Em uma entrevista, Murakami falou sobre o seu trabalho, e como ele escancarou a linha divisória entre a arte e os produtos comerciais, misturando seu trabalho com marcas famosas e merchandising:

    Takashi Murakami“Eu não considero que escancarei essa linha, penso que só a transformei. O que eu venho falando há anos é que no Japão, essa linha é muito menos definida do que no Ocidente, tanto por nossa cultura quando pela situação econômica pós-Segunda Guerra Mundial. O povo japonês aceita que a arte e o merchandising sejam mesclados… na verdade eles ficam bastante impressionando com a rigidez e pretensão ocidental da chamada “High Art”. No Ocidente, é certamente perigoso misturar as duas coisas porque as pessoas nos julgam mal, nos atiram pedras… Mas tudo bem, eu estou preparado; tenho um chapéu resistente.”

    Em 2003 Murakami revolucionou essa relação entre produtos e arte, criando uma coleção de bolsas em colaboração com Marc Jacobs para a Louis Vuitton. As bolsas, que custavam em média cinco mil dólares, foram um estrondoso sucesso. Sua padronagem supercolorida, cheia de personagens inusitados, foi inicialmente inspirada nas lolitas japonesas, e destinadas ao público mais jovem. A surpresa, porém, foi que a coleção foi um sucesso de vendas fora do Japão, inclusive entre as fãs mais velhas e requintadas da marca.

    Parte da coleção exposta no MOCA

    Sua parceria com a Louis Vuitton se estende até os dias de hoje. Os personagens bonitinhos de suas coleções “Cherry Blossom”, “Panda”, e “Cerises” fizeram tanto sucesso que levaram Takashi Murakami às paginas da Times, em um artigo das 100 pessoas mais influentes de 2008.Em sua mais nova coleção, a “Multicolor Spring Palette“, Murakami nos apresenta um novo personagem: o ‘Chibi Kinoko’, um pequeno homem-cogumelo.

    A coleção derrubou os antigos preconceitos da mistura entre arte e merchandising, chegando inclusive a ter suas bolsas, agendas, presilhas e chaveiros expostos no MOCA (Museum of Contemporary Art of Los Angeles). Em comemoração, Murakami fez pessoalmente a decoração da loja mais importante da Louis Vuitton no Japão.

    Interior da loja da Louis Vuitton, no Japão Interior da loja da Louis Vuitton, no Japão Interior da loja da Louis Vuitton, no Japão

    Esses videos foram produzidos para divulgação das coleções junto a Louis Vuitton. A influência dos animes e mangás é clara em seu estilo, que também ficou conhecido como “Poku” (Pop + Otaku)

    No próximo “Brand Artist”, vamos conhecer melhor o trabalho do artista espanhol Simone Legno, criador da marca “Tokidoki“!

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